Casarão - Parte 1


Estou iniciando hoje uma série de postagens para a qual cabe, eu penso, uma palavrinha explicativa.
Existe em Rio Claro - SP, uma Floresta Estadual que guarda notável patrimônio, tanto histórico quanto vegetal: e a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, na qual, nas primeiras décadas do Século XX, foram feitos experimentos no sentido de aclimatar ao Brasil espécies vegetais de rápido crescimento, de modo que pudessem suprir a demanda por madeira que havia, então, da parte das ferrovias.
Está, na mesma área, um casarão típico dos tempos de prosperidade da agricultura cafeeira em São Paulo. Ocorre que, ao contrário das belas coleções de eucaliptos, que se encontram em forma exuberante, o tal casarão está em ruínas, há muito, muito tempo, e isso sendo generosa com as palavras.
Pois bem, não poucas vezes fui instada, por moradores, conservacionistas e trilheiros que frequentavam o local a "fazer alguma coisa" - afinal, me diziam, "você não é historiadora?".
Ora, como todo mundo sabe, não é tão simples assim; as palavras nem sempre têm o poder de materializar o que desejamos. Nem sempre? Quase nunca...
Há algum tempo, tiveram início as obras de restauração do lago existente na Floresta e, como estou longe, não sei exatamente em que pé estão os demais trabalhos. Assim, a série que ora tem início é uma maneira de dizer que o casarão existente na Floresta Estadual precisa ser, em caráter de urgência, restaurado. Senão, como dizem os de Rio Claro, acabará caindo - mesmo!
As ruínas, como se verá, são belas. O patrimônio histórico, devidamente restaurado e preservado, é mais ainda.
 
 
Ambas as fotografias desta postagem são, como se pode notar, infravermelhas monocromáticas.
 
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